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Comunicação 04.04.2014

Mais que um produto, uma história

Seja qual for a sua faixa etária ou a cidade onde vive, em algum momento você já se pegou olhando para aquele curioso veículo de design ultrapassado, mais parecido com uma geladeira, que insiste, até hoje, em competir com concorrentes mais modernos, com uma proposta mais prática e confortável.

Sim, estamos falando da finada Kombi, o veículo da Volkswagen querido por muitos em todo o mundo e que agora deixou de ser produzida no Brasil, único país que ainda contava com unidades 0 km saindo da fábrica ano após ano, desde 1956.

Para marcar o fim da era de um produto tão icônico e presente na vida de tantos usuários, a marca alemã desenvolveu uma belíssima campanha de despedida que foi o grande destaque da mídia nos últimos dias.

É difícil encontrar alguém que não se emocione com o vídeo, que transforma um simples veículo em um personagem com voz e alma.

A campanha venceu o grande desafio que é personificar elementos de uma marca, um serviço ou um produto. Neste caso nada melhor do que dar vida a Kombi e deixa-la contar sua história, envolvendo o espectador.

O conceito de storytelling, um termo usado por tantos profissionais de comunicação nos últimos tempos, mas nem sempre utilizado com sucesso em sua essência, cabe perfeitamente na proposta de aproximação junto ao público ao utilizar-se um personagem e uma linha narrativa como estratégia de comunicação.

No caso da Kombi, toda a bagagem histórica do produto e o envolvimento pessoal de muitos donos do produto favoreceram o conceito da campanha.

Sabemos que nem todas as empresas possuem um produto ou serviço, ou até mesmo um conceito tão fácil de ser transformado em história, com um envolvimento tão emocional.

O desafio, nesse caso, é ir além da criatividade. Uma pesquisa é necessária para entender como o seu consumidor, ou públicos que interagem com sua marca, enxergam determinado produto ou conceito, tentando personifica-lo. Desse estudo saem resultados como: novo ou velho, conservador ou inovador etc. Com essas informações é possível começar um processo criativo de formação para “dar vida” ao personagem desejado.

Rodrigo Teixeira

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