O futuro do trabalho na era da IA começa a revelar caminhos distintos para os profissionais. Enquanto algumas funções passam a exigir menos conhecimento técnico especializado, outras ganham complexidade e demandam maior capacidade de análise, julgamento e decisão. Para as empresas, essa transformação exige atenção ao desenvolvimento das pessoas e à organização do trabalho.

Segundo o 2026 Global AI Jobs Barometer, da PwC, que analisou mais de 1 bilhão de anúncios de emprego em 6 continentes, 52% das vagas estão associadas a funções que passam por um processo de democratização. Nesses casos, a IA assume atividades mais complexas, reduzindo barreiras técnicas e facilitando a execução de tarefas.

Já 22% das vagas seguem o caminho da profissionalização. A tecnologia automatiza atividades mais básicas, enquanto os profissionais concentram sua atuação em tarefas que exigem especialização, pensamento estratégico e capacidade de decisão.

Essa mudança também aparece na remuneração. Desde 2021, as funções profissionalizadas registraram crescimento salarial 42% maior do que as funções democratizadas, segundo o levantamento.

Para as organizações, os resultados reforçam a necessidade de compreender como a IA está transformando cada função e preparar as equipes para novas exigências. A atuação das lideranças, a comunicação das mudanças e o desenvolvimento de competências humanas serão fundamentais para acompanhar esses diferentes caminhos do trabalho.

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Este infográfico foi desenvolvido em parceria com o Sinapse – Curadoria para Decisões Inteligentes, do Rodrigo Silveira Cogo. Mensalmente, juntos, produzimos um conteúdo prático, visual e conectado aos temas mais atuais de comunicação, cultura e trabalho. É mais uma forma de você dialogar com a gente e se manter informado.