Coletivas e treinamentos para qualificar a cobertura
A estratégia foi construída a partir de dois formatos complementares.
As coletivas de imprensa foram utilizadas em lançamentos de estudos e dados, permitindo apresentar informações embargadas, contextualizar resultados e colocar especialistas do UNICEF à disposição dos jornalistas.
Os treinamentos tiveram outra função: ampliar o repertório das redações sobre temas estruturantes da infância e da adolescência, oferecendo enfoques possíveis, fontes, dados e caminhos de apuração antes que a pauta chegasse ao noticiário.
Entre 2025 e o primeiro semestre de 2026, foram realizados seis encontros exclusivos: quatro coletivas de imprensa e dois treinamentos.

Da pauta ao pós-encontro
Cada ação seguia uma metodologia estruturada para aumentar a aplicabilidade das informações nas redações.

18 meses de relacionamento com a imprensa
A estratégia foi realizada de janeiro de 2025 ao primeiro semestre de 2026, conectando preparação, convite, encontro e sustentação da pauta em cada ação. A seguir, confira os temas que colocaram a infância no centro da pauta:

Quando o repertório muda o enquadramento
Um dos exemplos apresentados no projeto ajuda a mostrar o efeito da estratégia.
Em uma cobertura eleitoral de 2022, utilizada apenas como linha de base, crianças e adolescentes apareciam pontualmente entre diferentes assuntos do debate.
Em 2026, após o treinamento Crianças, Violência e Eleições, uma reportagem da CNN Brasil colocou o tema no centro da pauta eleitoral, abordando a cobrança do UNICEF aos pré-candidatos e aprofundando a discussão com dados, compromissos e responsabilização das candidaturas.

O que os jornalistas acharam da experiência
A avaliação realizada com 36 jornalistas após o treinamento sobre Crianças, Violência e Eleições mostrou que o conteúdo chegou às redações com aplicação prática.
100% afirmaram que poderiam aplicar o conteúdo no dia a dia profissional, enquanto 97% consideraram as informações relevantes para sua atuação.
O treinamento recebeu nota média 9,4 na avaliação geral e 9,7 na recomendação para outros jornalistas.
Repercussão na imprensa
Depois dos encontros, os temas trabalhados se desdobraram em coberturas sobre pobreza, mudanças climáticas, infância indígena, oportunidades para jovens, segurança viária, violência e eleições.
As pautas chegaram a veículos nacionais e regionais, incluindo Valor Econômico, Correio Braziliense, Estadão, O Globo, GloboNews, TV Globo, Record, SBT, Band, TV Cultura, Rádio Bandeirantes, CNN, G1, Terra e UOL, entre outros.
