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Sem categoria 25.06.2010

O jeitinho brasileiro de receber as notícias

Não é de hoje que estudiosos da comunicação e os profissionais da imprensa como um todo apresentam teorias e travam discussões em torno do futuro do jornal impresso. E com razão. No Brasil, outros veículos de comunicação como a internet, e principalmente, a televisão e o rádio, de fato, são os queridinhos da população nacional.

Esses dois últimos meios de comunicação são apontados como principal fonte de informação para a maioria dos brasileiros. Recentemente o jornal O Globo publicou uma matéria que aponta dados interessantes que esquentam essa questão.

O principal assunto do texto é a pesquisa “Hábitos de informação e formação de opinião da população brasileira”, encomendada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), mostra, entre outras coisas, que a televisão atinge 96% da população e o rádio, 80%.

Diante dessas estatísticas, a dúvida sobre as reais chances de os jornais impressos ganharem espaço entre os leitores se torna ainda mais latente. Das 12 mil pessoas entrevistadas em 639 municípios das cinco regiões do país, 46% deles afirmam ler jornais diariamente. No mesmo patamar está o número de pessoas que acessam a internet para se informar, os mesmos 46%.

O nível de renda e o acesso a educação têm efeito direto nos resultados demonstrados pela pesquisa. As pessoas com melhor base educacional e maior poder aquisitivo estão entre a maioria de leitores assíduos.

Política fora de foco
Os assuntos sobre o governo e partidos em geral não fazem parte das conversas do cotidiano da população. Dos entrevistados, 57,2% afirmam não atentar para notícias dessa natureza e sua relação com o seu dia a dia. Apenas 23,2% se lembrava de alguma propaganda de governo federal no momento da pesquisa.

O papel dos jornalistas
Dados como os apresentados pelo estudo, são uma ótima ferramenta para a melhoria do trabalho dos jornalistas que atuam em redação ou em assessoria de imprensa. No caso dos primeiros, levanta reflexões sobre como tornar o conteúdo dos jornais mais atrativos. Para os jornalistas assessores, indica os caminhos por onde transita o público.

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