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Comunicação Interna 18.02.2021

A Comunicação Interna com a Geração Z

A Geração Z, formada por jovens que nasceram de 1995 até 2010, já representa 30% da população mundial e está cada vez mais presente no mundo corporativo. Mas, sabemos como chegar até esse público e construir ações de Comunicação Interna efetivamente engajadoras, que façam sentido para ele?

 

Uma das principais características dessa geração é a sua conexão, quase que ininterrupta, com o universo online, afinal eles já nasceram na era digital. Possuem o perfil mais imediatista, com forte raiz no ativismo que as redes sociais fomentam e com autenticidade para dar e vender.

 

Vontade de Empreender

 

Nascer bombardeado de informações e entrar no mercado de trabalho em meio a uma crise econômica mundial faz com que esses jovens se sintam inseguros com o seu futuro, por isso, boa parte aposta no empreendedorismo ou busca um emprego com um propósito real.

 

Sua empresa oferece essas oportunidades e inspira a GenZ?

 

Como sua marca está atrelada à comunicação de causa e a projetos de responsabilidade social, como os que envolvem meio ambiente, diversidade e inclusão, voluntariado, ESG, relacionamento com comunidades, educação e tantos outros temas?

 

Celular como maior Meio de Comunicação

 

Estar sempre em busca de diversão faz com que essa geração sempre tenha em mãos os celulares para jogar, ouvir música, comprar, conversar e, com certeza, é a melhor maneira para acessá-los.

Uma pesquisa da Kantar afirma que os brasileiros da Geração Z passam, em média, 4 horas e 17 minutos usando o celular por dia. Os membros de outras gerações demonstram uso mais intenso ao acordar e antes de dormir e por menos horas que o nosso público-alvo, mas a Geração Z distribui essas horas de utilização ao longo do dia inteiro.

 

Como deixar minha Empresa mais Atrativa para a Geração Z

 

A consultoria FCamara trouxe inovações focadas nesse público para o ambiente interno. “Além dos workshops que oferecemos para todos os colaboradores com foco principal em liderança, filosofia e gestão, nós temos um culture code que dá diretrizes modernas e liberais, inspiradas nas empresas do Vale do Silício, no qual incentivamos a auto responsabilização e execução de ideias para o desenvolvimento de inovações”, conta Fábio Camara, CEO da consultoria.

A startup MedRoom traduziu as necessidades desse público em uma iniciativa: a implementação de realidade aumentada para treinamentos e outras ações internas.

Vinícius Valukas, CEO da empresa, explica que “os jogos em VR promovem a democratização dessas experiências, pois pessoas de todas as gerações ficam encantadas quando experimentam os óculos VR pela primeira vez. Vejo isso unindo pessoas, colocando diferentes gerações jogando no mesmo mundo”.

E ressalta: “podemos destacar três vantagens específicas dessa tecnologia: curva de aprendizado, retenção de conhecimento e engajamento. Quando trabalhamos com tecnologias VR, somos os senhores de todas as variáveis que estão ali dentro, sendo possível brincar com som, imagem, sensação tátil etc., qualquer coisa que manipule o leque de sensações do usuário”, diz Valukas.

 

Estímulos são Importantes

 

O antigo realmente não funciona mais, se a maior parte do seu público é da Geração Z. Um e-mail pode não ser o suficiente para atrair a atenção deles e fazer com que o leiam por inteiro.

Então, é necessário colocar a mão na massa, investir em ações de engajamento, redes sociais corporativas para processos de escuta ativa e descentralização da informação, pesquisas e ferramentas que nem imaginamos que poderiam ser utilizadas no modelo corporativo, mas que agora fazem muito sentido.

Conversamos com a educomunicadora e pesquisadora de histórias em quadrinhos, gênero, sexualidades e educação, Natália Sierpinski, que nos lembra que não se trata apenas dos meios.

 

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Natália Sierpinski, educomunicadora

 

“Um pesquisador que eu gosto muito é o Douglas Calixto, que fez um estudo de como podemos usar os memes voltados para a educação. Aí ele diz que se você não entende o que é um meme, se você não se apropria, se você não tem referências, você não vai conseguir usar essa linguagem como uma forma de se aproximar desses jovens e comunicar algo para eles. Então, ao mesmo tempo que essas linguagens atuais (tik tok, Instagram) são muito bacanas para fazer essa aproximação, usar essas linguagens sem conhecer elas a fundo, sem ter de fato experimentado pode acabar afastando, porque eles percebem que você não se apropriou da ferramenta e você perde a credibilidade.”

 

 

 

 

Cocriação e Lideranças Inspiradoras como Estratégia

 

Aqui no Grupo Trama Reputale, um dos maiores desafios recentes tem sido desenvolver estratégias de employer branding e EVP (Employee Value Proposition) que conectem os jovens dessa geração com os valores organizacionais e desafios de negócios das empresas hoje.

 

“Uma coisa são as startups, as fintechs, que já nascem com uma cultura de Gestão de Pessoas muito diversificada e olhando para essas questões todas. As demais empresas estão no caminho da adaptação. É preciso compreender conceitos ligados à economia do acesso e ao protagonismo autoral para caminhar ao lado dessa safra de jovens talentos. Para eles não faz mais sentido possuir as coisas, mas sim ter acesso a eles. Então, tudo é mais transitório, talvez até utilitarista. Mas quando eles enxergam sentido no propósito do grupo, eles tendem a se tornar embaixadores da sua marca”, diz Adriano Zanni, sócio e diretor de engajamento da Trama.

 

O executivo completa:

 

“A Comunicação Corporativa deve saber mensurar seus anseios e agir rapidamente com uma trilha de carreira ágil, feedbacks constantes, quase que diários, e uma liderança inspiracional e não tão preocupada com o controle. Até porque esses jovens são os protagonistas de tudo: do conteúdo que será gerado para os canais de comunicação interna da empresa, até a interatividade com usuários de produtos e consumidores. Envolvê-los nos processos decisórios e de cocriação é fundamental para dar sentido à carreira dele”, recomenda.

 

 

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