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Comunicação 16.03.2016

Comunicação e resiliência: reflexões atuais

Em 1995, tive a felicidade de participar da criação do Instituto Ayrton Senna. Nas reuniões realizadas naquele ano para discutir os conceitos e diretrizes, tratamos de vários temas importantes que formariam o DNA do instituto.

Discutíamos vários conceitos com foco na promoção de melhorias sociais. Um dos assuntos mais relevantes foi como ajudar as pessoas sem assistencialismo e usando a velha máxima: “ensinar a pescar em vez de dar o peixe já fisgado.”

A professora Cenise Monte Vicente apresentou o Guia de Promoção de Resiliência. Aqui eu vou dar um apanhado geral do que aprendi, fazendo um paralelo desses conceitos para as organizações empresariais e seu marketing estratégico.

Resiliência é um conceito da física, muito utilizado pela engenharia. Refere-se à capacidade de um material sofrer tensão e recuperar seu estado normal, quando suspenso o “estado de risco”. O termo tem sido utilizado em psicologia como a capacidade humana de enfrentar adversidades sucessivas ou acumuladas, sem prejuízos para o desenvolvimento.

A resiliência pode ser pensada como capacidade de adaptação ou faculdade de recuperação. Ela não é apenas um fenômeno individual. Pode ser grupal, institucional, comunitária e por que não empresarial e mercadológica.

A resiliência é ativada e desencadeia um processo positivo de construção por meio da vivência das pessoas, instituições ou empresas. Ela não pode ser confundida com invulnerabilidade. Ser resiliente não é ser um Superman. Pelo contrário: é ter a capacidade de se reerguer depois de atingido, de aceitar o que lhe foi imposto, extraindo experiência das situações difíceis.

O resiliente tem atitudes básicas como: autoconfiança, auto respeito. Ele não se julga uma vítima. E não toma atitudes precipitadas chamadas de espelhamento. O resiliente tem sua meta e vai seguir seu caminho sem perder o foco, aceitando os problemas como desafios a serem vencidos.

A resiliência é algo construído durante o desenvolvimento do indivíduo. E se é construído, pode ser promovido. Esse é o ponto em que eu queria chegar.

As empresas e as pessoas podem aprender e ensinar essas atitudes resilientes com treinamento e planejamento. Elas devem acreditar que tudo é controlável e passarem a agir proativamente para vencer os problemas.

Conflitos acontecem, por mais que procuremos evita-los. Nós que desenvolvemos vários projetos em comunicação interna sabemos disso. Manter a calma é fundamental para achar a saída. O enfrentamento imediato pode gerar uma ruptura e desorganização. E esse exemplo deve vir da liderança, seja a alta ou a média.

Acreditar e ter vontade são fundamentais para o sucesso. As pequenas vitórias servem de fôlego para se recompor e assim seguir na busca da realização das metas estabelecidas. Ou seja, mesmo diante de crises de comunicação homéricas, é preciso continuar celebrando ritos, personagens, heróis e suas sagas. As empresas deveriam ter isso muito claro.

O que as empresas esperam dos colaboradores

Enfrentamos diversas adversidades no dia a dia de trabalho. Em momentos de crise, os profissionais apresentam sensíveis quedas de rendimento em suas competências, ficam menos tolerantes, cometem mais erros, ficam sujeitos a acidentes etc.

O profissional que se antecipa às crises se abalam menos. Este tipo de colaborador sempre estará preparado para enfrentar os problemas de forma consciente, tranquila. Criando assim ambientes resilientes, melhores, mais seguros e estruturados.

Como estimular a resiliência

A postura resiliente deve ser adotada por todos os colabores principalmente pelos gestores que têm, sim, a obrigação de propagar tal comportamento para as equipes.

  • O gestor deve estar antenado e preparado, antevendo as crises e as oportunidades. Incentive essas práticas junto aos colaboradores e questione como eles agiram perante as dificuldades.
  • Oriente e transmita segurança. Avalie como o seu colaborador enxerga as adversidades, descubra o foco do problema e passe segurança. Colaborador com medo de errar vai cometer erros.
  • Procure alinhar o colaborador aos valores organizacionais.
  • Prepare um material de apoio para promover essas mudanças de pensamento e atitudes.
  • Crie um questionário informal para que os colabores possam expressar suas angústias e mostre a eles que estão integralmente respaldados.

São medidas que, sem dúvida, ajudarão o gestor. Lembre-se: melhor do que ser duro na queda é saber se levantar e dar a volta por cima! Conte com a Trama. Fale com a gente sobre comunicação interna!

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