O conceito de Media Training passou por uma mudança estrutural. Antigamente, esse treinamento servia para ensinar um porta-voz a se sentar direito, olhar para a câmera e evitar perguntas difíceis em entrevistas de jornal ou TV.
Hoje, o cenário mudou porque a forma como as pessoas consomem informação mudou.
O Media Training atual é uma preparação estratégica para que a liderança saiba dominar sua própria fala em um mundo no qual qualquer pessoa com um celular pode gravar, cortar e postar um vídeo seu.
Na prática, treinar para a mídia hoje significa aprender a falar de um jeito que a sua mensagem principal não se perca, mesmo que alguém pegue apenas um pedaço pequeno do que você disse.
O maior risco para uma empresa não é mais o erro técnico, mas sim a interpretação errada de uma fala editada. Em uma era em que vídeos curtos dominam as redes sociais, se o porta-voz não souber construir frases que façam sentido sozinhas, ele fica vulnerável.
A construção da mensagem principal e a calma para responder sob pressão.
A mensagem principal é a base de qualquer conversa com o público. Ela é a ideia central que você quer que as pessoas lembrem depois que a entrevista acabar.
Para que essa mensagem funcione na era dos vídeos curtos, ela precisa ser simples e direta. Isso significa que o porta-voz deve evitar o uso de termos técnicos complicados, piadas que dependam de contexto ou frases de duplo sentido que podem ser invertidas em uma edição mal-intencionada.
O controle emocional é a outra parte fundamental desse pilar. Estar sob pressão não significa apenas não ficar nervoso, mas sim ter a capacidade de pensar com clareza mesmo quando as perguntas são mais incisivas ou com alguma “pegadinha” do jornalista.
Por meio de técnicas de conversação, o porta-voz aprende a não cair nessas armadilhas e a sempre trazer o assunto de volta para os pontos que realmente interessam para o negócio.
“A autoridade de quem fala é medida pela sua capacidade de manter o foco no que é importante. Quem se perde no improviso acaba entregando o controle da sua imagem para quem vai editar o vídeo depois”, pontua Sandra Bonani, diretora do Grupo Trama Reputale.

Sandra Bonani, diretora de Comunicação Integrada do Grupo Trama Reputale
Treinamento para o ambiente digital: o social media training
O Social Training é uma evolução do treinamento de Media Training tradicional, focado especificamente em como os líderes devem se comportar no ambiente digital.
Existe uma diferença grande entre falar para um jornalista em uma sala de reuniões e falar para uma câmera de celular que vai postar aquele conteúdo para milhares de seguidores.
O porta-voz precisa entender a linguagem das redes sociais, onde a atenção das pessoas é muito curta e a forma como você se expressa visualmente conta tanto quanto o que você está dizendo.
“Nossa experiência mostra que muitos executivos dominam apresentações internas, mas perdem a naturalidade ao gravarem para o LinkedIn ou Instagram, por exemplo. Isso acontece porque a câmera do celular “assusta”. A mesma perda de naturalidade acontece, em muitos casos, quando os líderes vão postar algo nas redes: ou o conteúdo fica muito vendedor ou fica muito técnico, o que acaba, sem querer, afastando os leitores e possíveis negócios”, comenta Sandra.
É essência garantir que essa postura seja consistente, para que a imagem de autoridade construída por meio de um trabalho de Assessoria de Imprensa / Relações Públicas não seja desfeita.
O objetivo é dar ao líder a segurança de que ele domina a linguagem da internet com o mesmo rigor que domina os números, produtos e serviços da empresa.
Media training: o que é e quando sua empresa precisa de um
Gestão de Crises: regras para uma resposta segura
Imagine que você concedeu uma entrevista para um jornalista e, o que foi publicado, gerou um ruído. Ou, pense numa postagem que você fez no seu perfil do LinkedIn e que reverberou negativamente na empresa. É aí que entra a gestão de crises.
A gestão de crises é o conjunto de regras e ações que uma empresa usa para diminuir os prejuízos quando algo negativo acontece e ganha muita visibilidade.
Em tempos de vídeos curtos – e/ou postagens – que podem viralizar em poucos minutos, a empresa não pode demorar horas para decidir o que vai dizer.
“Ter processos claros de resposta é o que separa uma empresa que controla a situação de uma empresa que fica apenas assistindo o problema crescer”, completa Bonani.
A solução para lidar com essa exposição constante exige um acompanhamento de perto. Não adianta treinar a equipe uma única vez e achar que o problema está resolvido. É preciso monitorar como a marca está sendo vista e ajustar o discurso sempre que um novo desafio aparecer.
Na Trama, acreditamos que proteger a imagem da empresa é um trabalho de antecipação. Ao criar regras claras de comunicação e manter as lideranças preparadas para o mundo dos vídeos curtos, a organização deixa de correr riscos desnecessários e passa a ter o controle da sua própria história, não importa o tamanho do corte que façam dela.
Acompanhe a Trama nas redes sociais e siga a conversa sobre comunicação, reputação e transformação digital no Instagram, no YouTube e no Linkedin.