Partindo de um ponto de vista geral, o termo “short contents” ganhou notoriedade com a popularização do TikTok. Short contents, do inglês conteúdos curtos, refere-se aos formatos de vídeo consumidos na rede social, que possuíam duração máxima de 60 segundos.

Posteriormente, essa “febre” levou outras plataformas, como Instagram (com o Reels) e YouTube (com o Shorts) a aderirem a esse tipo de conteúdo, o que nos leva hoje a uma disseminação dessa maneira de comunicar.

Segundo a Microsoft, a atenção das pessoas diminuiu de 12 para 8,25 segundos nos últimos anos. Isso significa que o tempo em que alguém se concentra em uma tarefa antes de se distrair é de 8,25 segundos.

Ainda, um artigo publicado pela revista digital Frontiers in Public Health demonstra que o formato de conteúdo oferecido pelo TikTok tem acelerado esse processo de perda de foco e atenção.

Diante disso, surge um questionamento: que impactos e desafios as organizações encontram nesse cenário para se comunicarem de forma bem sucedida com seus públicos?

Como aplicar esse formato no dia a dia da sua marca

Como já citado acima, o número baixo referente ao limiar de atenção sugere que a maioria dos consumidores hoje em dia busca nos textos, vídeos e outras peças de comunicação respostas rápidas e que não exijam o consumo de longos conteúdos.

Apesar do impacto negativo já citado, Vanessa Sallas, gerente de Marketing de Influência no grupo Trama Reputale, comenta um ponto relevante sobre os short contents:

“O benefício desse modelo é que as informações podem ser compartilhadas de forma rápida e fácil. Diferentes formatos de conteúdo devem ser vistos como oportunidades para as empresas e para os produtores de conteúdo. Afinal, a escolha sempre está relacionada com os objetivos estratégicos da marca e dos negócios. O Youtube é um ótimo exemplo, pois possibilita formatos longos e curtos. O que vai determinar a escolha é o resultado que se espera para a campanha, já que os vídeos longos permitem trabalhar autoridade e reputação de marca de uma forma mais sólida, enquanto vídeos curtos podem ser excelentes para trabalhar awareness (ampliação do conhecimento sobre a marca)”

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Vanessa Sallas, gerente de Influência do Grupo Trama Reputale.

Assim, independente de estarmos abordando a produção de vídeos, textos, e-mail marketings, cards, entre outros formatos, a estratégia de escolha do tamanho deve ser a mesma. Questões como “Quem eu quero alcançar?”; “Como quero alcançar esse público?” e “Quais resultados espero alcançar ao comunicar esse conteúdo?” devem permear a escolha.

Ainda, para que as empresas apliquem devidamente o formato curto, devem considerar como ponto chave o planejamento, onde a primeira etapa é necessário conhecer o perfil do público que se deseja impactar.

Após esse processo, de acordo com Vanessa, as marcas devem pensar em formas de tornar o conteúdo relevante e atraente para a audiência, contando suas histórias de forma dinâmica em seus canais de comunicação. A mensuração desses conteúdos também deve ser adotada, pois possibilitará uma análise do que está ou não funcionando.

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