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Comunicação Interna 28.10.2020

Como lidar com a Intoxicação Digital?

Antes da pandemia do novo Coronavírus, quando as pessoas podiam se falar pessoalmente nos escritórios, alguns assuntos do cotidiano corporativo eram resolvidos de forma rápida, apenas com uma “puxada de cadeira” na direção de algum colega de trabalho.

Com o isolamento social, grande parte do que antes era realizado presencialmente precisou se adequar ao universo online. Chamadas de vídeo, áudios e podcasts por WhatsApp e e-mails ficaram ainda mais presentes no dia a dia de trabalho das pessoas.

Profissionais das mais diferentes áreas passaram a ficar “vidrados” em uma ou mais telas no decorrer de seus dias, participando de diversas reuniões e respondendo a requisições cada vez mais frequentes em aplicativos de comunicação instantânea. Esse fenômeno já tem até nome: “intoxicação digital”.

A ânsia por garantir a produtividade nesse cenário adverso e incomum parece ter seus efeitos colaterais, com destaque para a atuação além do horário comercial, provocando elevação dos níveis de estresse, cansaço mental e tensão acumulada. Seria então a disponibilidade total e irrestrita no ambiente online realmente a resposta mais produtiva nesses tempos de pandemia?

 

Excessos, faltas e algumas dicas

 

Na visão de William Gushikem, consultor com passagem por empresas como Coca-Cola e Apex Tool Group, o “controle excessivo por parte de superiores hierárquicos ou parceiros de negócios está diretamente conectado à falta de confiança em si e no outro. É um ponto sensível que, somente agora, com o distanciamento físico, se tornou mais nítido.

Esse momento em que todos se questionam se, de fato, essa dedicação quase full time é o melhor caminho, guarda em si a oportunidade de revisitarmos as relações e reaprendermos a dosar as coisas. Pode ser um primeiro passo para diminuir esses excessos e faltas, o que tende a favorecer a produtividade e o bem-estar de todos os envolvidos”.

Para Patrícia Alves Beltran, business partner e especialista em Cultura e Desenvolvimento Humano na VAGAS.com, cultivar novos hábitos pode ajudar bastante a entender com mais clareza a situação e contribuir para atenuar o desconforto:

 

  1. Se for possível, reserve momentos curtos para intervalos entre os compromissos importantes. Espairecer e dar um descanso para o cérebro é importante, tanto para a manutenção da produtividade quanto para o equilíbrio emocional;

 

  1. As empresas podem contribuir apostando no diálogo aberto que, ao longo do tempo, pode ter papel fundamental na construção de relações de confiança capazes de abraçar rotinas e horários mais flexíveis;

 

  1. Uma boa pedida é criar os próprios rituais diários, que podem incluir atividades pré e pós jornada, como: meditação, atividade física e interação, mesmo que virtual, com pessoas queridas. Lembrar da importância desse lado pessoal é a chave para o worklife balance;

 

  1. Dica de ouro: saiba dizer mais nãos quando necessário, encontrando um consenso com outras pessoas em relação ao que é urgente, o que é importante e o que pode esperar. Lembrando que empatia e comunicação não violenta são essenciais;

 

  1. Procurar ajuda profissional é importante, caso as coisas se tornem mais difíceis. As empresas podem, inclusive, incentivar e desmistificar esse tipo de atendimento. Patrícia cita como exemplo a iniciativa da VAGAS.com em estabelecer parcerias com psicólogos para o oferecimento de sessões com desconto ou até gratuitas.

 

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Comunicação para mais consciência

 

Como mudar esse cenário? Essa é a pergunta de um milhão de dólares. “Todos estamos aprendendo a produzir sob uma nova modalidade de trabalho, o que traz erros e acertos”, revela Juliana de Macedo Franco Simões, analista de Comunicação Interna e Endomarketing também na VAGAS.com.

“A comunicação interna é uma importante aliada nesse processo de descoberta e educação contínua do público interno. Ela pode ajudar a identificar as necessidades das pessoas nesse momento, e com base nelas, compartilhar dicas, ajudar a criar momentos de descompressão e informar quanto às consequências da falta do autocuidado”, complementa a profissional.

 

 

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