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Comunicação Interna 10.06.2020

Vamos falar sobre LGBTQI+ na sua empresa?

Junho é o mês do Orgulho LGBTQI+ e, por isso, quero te fazer um convite: vamos falar sobre diversidade na sua empresa? Nesse texto, você vai encontrar insights bem bacanas que vão te ajudar a “tirar do armário” uma série de iniciativas que podem começar agora onde você trabalha.

 

Falar sobre diversidade e inclusão no mercado de trabalho é um tema que está em alta há anos e, de carona, as empresas e as áreas de Recursos Humanos ou Gestão de Pessoas, Comunicação e Marketing também encontram inúmeros desafios culturais a serem superados. Sem dúvida, é um exercício de diálogo contínuo.

Se de um lado temos empresas que começaram a dar os primeiros passos para realizar ações significativas à comunidade LGBTQI+, por outro, temos profissionais que acumulam preocupações em revelar ou falar sobre sua sexualidade no trabalho e enfrentar possíveis consequências e reações diante do fato.

Por isso, além de ações que abracem as diferenças, também é preciso olhar para o quadro de colaboradores de sua empresa e se perguntar: ele é realmente diverso, inclusivo? Tem posicionamento ativo e representa a diversidade da porta para dentro?
 
 

Diversidade na Univar Solutions

 

No dia 9 de junho, nossa equipe realizou um webinar na Univar Solutions, um dos nossos clientes de Comunicação Interna. Na ocasião, falamos sobre diversidade e inclusão nas organizações, vieses inconscientes e ainda debatemos conceitos com mais de 60 colaboradores sobre como abordar o pilar LGBTQI+ no ambiente corporativo.

diversidade-lgbt-univar-solutions Fotos das telas enquanto o Webinar era transmitido na Univar.

 

Mais do que falar sobre representatividade, precisamos auxiliar as organizações, e a sociedade como um todo, a compreender melhor as questões estruturais que muitas vezes privam a população LGBTQI+ de alguns postos de trabalho e até tiram dela skills e competências necessárias para o crescimento sustentável dos negócios.

Diversidade tem tudo a ver com o pilar de inovação e muitas organizações já perceberam isso na última década. Criar esse espaço de fala e escuta ativas nas empresas é importantíssimo, além de auxiliá-las na concepção de programas e ações afirmativas que vão ao encontro do tema.
 
 

Por que Junho é o Mês do Orgulho LGBTQI+?

 

O ano era 1969. Naquela época, manifestações homoafetivas em público eram violentamente rechaçadas pelo governo norte-americano (a exemplo do que ainda infelizmente acontece hoje em muitos países) e as pessoas LGBTQI+ não podiam se expressar livremente.

No dia 28 de junho daquele ano, policiais realizaram mais uma “batida” em um bar da cidade de Nova York, prática comum àquela época em diversas cidades, sempre com o objetivo de reprimir os homossexuais, sendo que muitas dessas ações resultavam em prisões, violência física e agressões psicológicas também por parte das autoridades.

Naquela ocasião, os frequentadores que estavam no Stonewall Inn reagiram a essa série de “batidas policiais” e decidiram se manifestar democraticamente , reclamando seus direitos como cidadãos. O bar, aliás, existe até hoje como ponto turístico a ser visitado na “Big Apple”. Era o início do movimento LGBTQI+ nos Estados Unidos e a data ficaria para sempre marcada globalmente, já que alavancou uma série de outras iniciativas civis ao redor do planeta.

Um ano após esse episódio do bar Stonewall Inn, houve a primeira parada gay em Nova York, no dia 1 de julho de 1970.Hoje, as Paradas do Orgulho LGBTQI+ acontecem em quase todos os países e em muitas cidades do Brasil também. Temos, em São Paulo, uma das três maiores paradas do mundo em número de participantes, tendo reunido 3 milhões de pessoas na Avenida Paulista em 2019, movimentando cerca de R$ 403 milhões na economia da cidade (40% mais que em 2018).
 
 

E você sabe o que significa a sigla LGBTQI+?

 

A sigla é dividida em duas partes. A primeira, LGB, diz respeito à orientação sexual do indivíduo. A segunda, TQI+, diz respeito ao gênero. Ela cresceu para dar justamente essa amplidão aos espectros citados. É uma questão de representatividade 😉
 

L: lésbica – é toda mulher que se identifica como mulher e tem preferências sexuais por outras mulheres.

G: gays – é todo homem que se identifica como homem e tem preferências sexuais por outros homens.

B: bissexuais – pessoas que têm preferências sexuais por dois ou mais gêneros.

T: transexuais, travestis e transgêneros – pessoas que não se identificam com os gêneros impostos pela sociedade, masculino ou feminino, atribuídos na hora do nascimento e que têm como base os órgãos sexuais.

Q: queer – pessoas que não se identificam com os padrões de heteronormatividade impostos pela sociedade e transitam entre os gêneros sem também, necessariamente, concordar com tais rótulos.

I: intersexuais – antigamente chamadas de hermafroditas, são pessoas que não conseguem ser definidas de maneira distinta em masculino ou feminino.

+: engloba todas as outras letrinhas, como o “A” de assexualidade e o “P” de pansexualidade.
 
 

Para ver e refletir na NETFLIX: filmes e séries sobre a temática

 

  • Crônicas de São Francisco: fala sobre um grupo de residentes da pensão localizada em Barbary Lane, nº 28, de San Francisco, considerada uma espécie de “porto seguro” para a população LGBTQ+ do país;
  • Atrás da Estante: É um documentário onde dois judeus heteros que abriram uma livraria com livros e filmes LGBTQI+ contam histórias e o falam sobre a visão deles do cenário LGBTQI+ na década de 80;
  • Pose: a série um pouco do movimento trans nos anos de 1980, em duas temporadas. Figurino impecável e fotografia também!
  • Secreto e Proibido: um casal de lésbicas é casado há 70 anos, mas nunca oficializaram a união. O documentário retrata uma história real e revela-se bem emocionante.

 
 
Vale lembrar que nós, da Trama, apoiamos a diversidade e inclusão e trabalhamos esse assunto nas organizações para as quais prestamos serviços de comunicação.

Hoje, 75% dos CEOs brasileiros possuem uma política definida sobre o tema nas empresas que administram.

Se você ainda não conversa a respeito com seus empregados, está na hora de começar e ajudá-los encarar situações de conflitos pessoais, com colegas de trabalho ou mesmo familiares que, por vezes, podem prejudicar o rendimento na carreira.

Pensei nisso! Diversidade também é bom para os seus negócios!

 
 

Sobre o autor

Comentários:
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    Ana Cristina Manente

    Excelente artigo. Parabéns a todos envolvidos.
    Sou uma pessoa cristã, na denominação protestante/evangélica. Vejo muitos cristãos com preconceitos homofóbicos, onde de não aceito de hipótese alguma esta questão. Aí me pergunto: se Deus é amor e Jesus Cristo veio para salvar todos, se nós cristãos fomos chamados para pregar as boas novas e seguir o exemplo de Cristo, amando uns aos outros? Porque tanta hipocrisia e discriminação com essas pessoas?
    Eu procuro, mesmo indo contra as doutrinas impostas pelo homem, amar esse ser que também foi criado para ser semelhantes a Deus. Só cabe a Ele o julgamento.
    Na minha família, tenho gays e lésbicas, e tenho orgulho, pois tiveram a coragem de assumir perante a sociedade.
    Pior são aqueles, que se escondem pois o medo da rejeição, do preconceito e da ignorância de alguns, preferem viver se punindo, pelo simples fato de não ser aceitos perante a sociedade.
    #nãosoupreconceituosa
    #nãoahomofibia
    #tenhofamiliarLGBTQI+
    #tenhoamigosLGBTQI+
    #soucristã
    #amoJesusCristo

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      Obrigado Ana Cristina por sua contribuição. Esse é o diálogo que queremos empreender cada vez mais na nossa sociedade. Um olhar empático, direcionado ao próximo, com amor e respeito. Assumir e falar sobre a orientação sexual ou identidade de gênero ainda é um ato de coragem em nosso País. Não deveria ser assim caso houvesse maior acolhimento. Então, vamos junto nesse processo de educação para transformação nossa sociedade. Fique bem. Um abraço

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