Para que seja possível fazer parte do ranking GPTW, é necessário um ambiente onde, pelo menos, 70% dos integrantes se orgulham e se sentem bem no lugar em que se encontram.

Por isso, a afirmação acontece primeiro entre os colaboradores, que definem se a empresa é ou não um bom lugar para se trabalhar. E para que esse reconhecimento seja possível, é fundamental cuidar do clima organizacional, da comunicação interna, além de manter o bem-estar em dia e colocar o fator humano no cento da suas estratégias de negócio.

Pode até parecer clichê, mas a Comunicação Corporativa é um ativo estratégico para obtenção da certificação. Através de um planejamento estratégico e alinhado aos desafios do business e de cultura, podemos elevar o nível de satisfação profissional entre os colaboradores que, por consequência, se desenvolvem mais e melhor, individual e coletivamente, resultando no aumento da produtividade como um todo. E mais: enxergando perspectivas de longevidade quanto à construção da própria carreira.

Quem se comunica não se trumbica

Uma empresa que se comunica bem gera alto nível de satisfação e engajamento com as questões de trabalho, que nada mais é do que esforço individual que todos empreendem no dia a dia para a concretização das tarefas e alcance dos objetivos em comum.

No entanto, para ser uma GPTW a organização precisa olhar com atenção para as questões de comprometimento. Um “next step”, já que representa o vínculo afetivo, quase emocional, de um empregado com aquela marca empregadora.

“É quando ele enxerga, de fato, conexão entre seus valores pessoais e o propósito da companhia para a qual ele atua. Essa construção é um processo que vai desde o EVP que se estabelece, por exemplo, em um anúncio de uma vaga ou posto de trabalho, passando pelas avaliações de desempenho, rituais de cocriação, reconhecimento e de estímulo à inovação, até o momento em que o empregado se desliga daquela empresa. Há temas muito sensíveis que precisam ser trabalhados pela Gestão de Pessoas, pela Comunicação Corporativa e por todos os ‘board members’ para que tudo faça sentido. Não se trata apenas de uma aparição em rankings de marca empregadora”, pondera Adriano Zanni, diretor de Engajamento e Comunicação com Empregados do Grupo Trama Reputale.

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Na contramão do GPTW

A falta da comunicação interna engajadora e estratégica gera resultados negativos para a organização como: ruídos entre áreas, colaboradores que não se sentem parte do todo ou se consideram invisíveis diante das conquistas de resultados, o não reconhecimento dos valores da empresa por parte destes empregados, entre outros.

Para Ester Serragiotto, coordenadora de Comunicação Interna na Univar Solutions, empresa do setor químico-industrial, de origem norte-americana, com atuação global e cerca de 800 empregados em todo a América Latina, cliente do Grupo Trama Reputale do núcleo de CI e certificada pelo ranking GPTW, o papel da comunicação interna é prévio à certificação.

“O GTPW vem para atestar que a empresa é um ótimo lugar para se trabalhar. A comunicação interna em conjunto com os recursos humanos tem como objetivo criar esse ambiente acolhedor, seguro e gerar o senso de pertencimento entre os colaboradores”, opina Ester.

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Ester Serragiotto, coordenadora de CI BR da Univar Solutions.

Por tanto, somente criar campanhas de sensibilização e desenvolver consciência sobre o papel da comunicação interna junto a todos os níveis hierárquicos da empresa não são suficientes.

“A comunicação interna é mais do que isso. É preciso estabelecer uma comunicação eficaz. Caso contrário, isso não auxiliará na entrega do EVP e na consolidação de uma cultura organizacional”, complementa a executiva.

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Primeiros passos para preparar o terreno com vistas à certificação do GPTW

1- Estabeleça conexão e empatia entre as pessoas. Humanize as narrativas.

2- Treine líderes para serem inspiradores, empáticos e adotarem posturas condizentes com os papéis que desempenham.

3- Conheça a fundo a sua audiência, ou seja, os seus stakeholders internos.

4- Trace a rota estratégica da Comunicação Interna, com métricas (KPIs) e objetivos qualitativos.

5- Cheguem todos juntos aos resultados e celebrem a conquistas no plural, sempre!

De acordo com a Ester Serragiotto, apesar desses cinco pontos centrais, não adianta nada o time trabalhar em campanhas, narrativas, peças e estratégias comunicacionais, se a empresa não exercer isso na sua cultura organizacional.

“Os colaboradores precisam viver essa cultura GTPW em todos os processos, em todas as etapas da jornada deles na organização. É fundamental criar conexões e vínculos afetivos deles com a empresa para que possam se sentir parte da organização. Desta forma, a comunicação interna possui extrema relevância para que todos possam estar unidos em prol do mesmo objetivo, alinhados com a mesma mensagem e engajados com as ações da organização. Isso é o lastro que desejamos e que nos traz o legado da certificação”, conclui.