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Unifesp e Hospital Oswaldo Cruz adotam desinfectora de endoscópio desenvolvida no Cietec

Médicos do Hospital da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), antiga Escola Paulista de Medicina, e do Hospital Oswaldo Cruz já aderiram à utilização da desinfectora de endoscópios desenvolvida no Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec). Denominado Endolav, o equipamento – único na América Latina – foi criado por uma empresa instalada na incubadora, a Ibasil Tecnologia.

O produto, que faz a desinfecção de endoscópios por meio de reações químicas, realiza o processo com mais rapidez que a maioria dos similares produzidos nos Estados Unidos, Europa e Japão. Ao desinfectar o endoscópio em menos tempo, permite ao médico realizar maior número de exames por dia. Mas a principal vantagem da versão nacional é o fato de ter o preço quatro vezes mais barato. A EndoLav foi reprojetada dentro do Cietec, agregando novas soluções tecnológicas que permitiram reduzir o peso do equipamento em um terço de seu peso original, diminuir 50% de seu custo e aumentar em 3 vezes a capacidade de produção.

O Hospital da Unifesp possuía uma máquina importada. “Tínhamos problemas quanto à existência de representantes que pudessem fazer a manutenção do equipamento”, conta o Chefe do Centro de Endoscopia, Dr. Stephan Geocze. O médico explica que resolveu testar a Endolav por três meses, e aprovado seu desempenho, a máquina foi adquirida pela Faculdade. “Agora, temos manutenção sempre que for preciso” .

O Hospital Oswaldo Cruz também está utilizando a máquina. “A decisão por adquirir o equipamento foi em razão de um preço bem mais acessível em relação ao importado, uma vez que a qualidade e o processo são iguais”, explica o médico, Dr. Shinichi Ishioka, responsável pelo Setor de Endoscopia do Hospital Oswaldo Cruz.

Exportação
Segundo o diretor da empresa desenvolvedora, Luís Iba, o número de máquinas vendidas no País irá variar entre três e cinco por mês, já a partir de março, sendo que cada uma custa R$ 12 mil. Com apoio do Cietec, a Ibasil estruturou um “Plano de Negócios Internacional”, que irá introduzir a empresa no mercado externo. O diretor acredita que as vendas realizadas no Brasil devem se repetir no México, para onde o equipamento começará a ser exportado em julho. “Escolhemos o México como destino inicial por se tratar de um país mercadologicamente parecido com o nosso, seja em número de médicos ou perfil sócio-econômico dos clientes. Para atender este mercado, a Ibasil planeja instalar uma unidade de fabricação na cidade de Brasiléia, no Acre, uma área de livre comércio”, explica. A empresa está negociando diretamente com o governador do Acre, Jorge Viana, para viabilizar a filial exclusivamente voltada para a exportação.

ISO 9002
Uma estratégia que a empresa adotou para facilitar e alavancar a exportação é adquirir a certificação ISO, através de um programa de capacitação para exportação oferecido pela incubadora, que deve se concluir em maio. Luís Iba revela que o próximo passo da empresa será estudar a substituição dos elementos químicos que a desinfectora necessita e que são tóxicos. Sua pesquisa terá como objetivo o desenvolvimento de duas novas desinfectoras. Uma delas utilizará apenas uma solução de água e sal para gerar eletroliticamente o seu próprio desinfetante. A outra se baseará no uso do ácido peracético para esterilizar o endoscópio. As duas tecnologias terão a vantagem de utilizar líquidos atóxicos e necessitarem de menor tempo para o processamento do endoscópio.

Sobre a Ibasil
Há um ano e meio, a Ibasil tornou-se uma empresa incubada do Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec) com o objetivo de desenvolver uma desinfectora de endoscópios. Com um investimento de R$ 60 mil, a empresa trabalhou na pesquisa do equipamento e de outras máquinas para o setor médico-hospitalar, entre elas, a Manometria e Phmetria Gastroesofágica (que mede a pressão e o pH do esôfago), Insuflador de CO2 / Fonte de Luz Xenon (usados em cirurgias endoscópicas), além de um aparelho para teste de endoscópios, que verifica defeitos nestes aparelhos.

Sobre o Cietec
Um dos mais importantes centros incubadores do país, o Cietec foi criado em abril de 98 por um convênio entre a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, o Sebrae-SP (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo), a USP (Universidade de São Paulo), o IPEN (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares) e o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas). O centro incubador é uma nova forma de incentivo ao desenvolvimento de tecnologia, muito popular no exterior e que está a cada dia se fortalecendo mais no Brasil. Seu objetivo é incubar empreendimentos de base tecnológica de forma a ampliar o índice de sobrevivência e a competitividade dessas empresas, objetivando o crescimento da economia brasileira, o aumento da geração de empregos qualificados e de melhores resultados na balança comercial brasileira.

Descrição: Luís Iba, empreendedor que desenvolveu a desinfectora de endoscópios.

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