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Empresa nacional desenvolve equipamento para monitorar vazamentos de combustíveis e solventes líquidos

São Paulo, 28 de junho de 2004 – Os postos de combustíveis são responsáveis por 63% da contaminação do solo no Estado de São Paulo. Levantamentos da Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb) mostram ainda que na seqüência estão indústrias (22%), comércio (7%), deposição de resíduos (6%) e outros (2%). Com o objetivo de reverter este quadro de contaminação ambiental, a Econtrol, residente do Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec), desenvolveu o EC1000, um equipamento que monitora vazamento e temperatura em tanques de armazenamento de combustíveis e solventes líquidos, em tempo real.

Criado em conjunto com a Universidade de São Paulo (USP), Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) e Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT), o equipamento atende às requisições da Resolução nº 273, do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). A resolução estabelece que as empresas que atuam com revenda, abastecimento, instalação de sistemas retalhistas e postos flutuantes de combustíveis devem se adequar às exigências relacionadas ao controle de vazamentos destes produtos, para evitar a contaminação do solo.

Mercado
Desde sua divulgação, a norma propiciou a expansão do mercado voltado para o controle de vazamentos, já que afeta os cerca de 28 mil postos de combustíveis em operação no País. Só no Estado de São Paulo existem cerca de oito mil empresas deste segmento. Até 2000, as empresas nacionais se restringiam a importar e comercializar equipamentos.

Segundo o sócio-diretor da Econtrol, Wagner Marini, evitar os desastres ambientais sempre foi a principal preocupação da Econtrol. “Os vazamentos podem ir para a rede de esgoto e provocar uma explosão de grandes proporções, atingindo casas, pessoas na rua e funcionários de empresas de saneamento e telefonia, que estejam trabalhando em bueiros. Há também a possibilidade do produto químico ir para o lençol freático, contaminando a água, o subsolo e as pessoas”, diz.

A empresa é voltada para pesquisa e desenvolvimento de soluções para problemas ambientais. O EC1000 é o primeiro de uma série de mais de 10 projetos com os quais a empresa pretende trabalhar nos próximos anos. A maior parte deles está relacionada ao monitoramento de meio ambiente com risco de contaminação por agentes líquidos ou gases.

Segundo Marini, os lucros da Econtrol não são usados no pagamento de royalties para o exterior, mas na própria empresa e no desenvolvimento de novos produtos para a proteção do meio ambiente no Brasil. “O que resulta em menores custos para os clientes”, conta o diretor.

Produtos e clientes
O módulo de monitoramento de vazamento é composto de um conjunto de sensores, ligados a uma interface conversora analógico-digital multicanal, que transfere a informação sobre o tanque monitorado para um computador pessoal ou portátil, com software para aquisição e controle de dados desenvolvido especialmente para esse fim.

O equipamento foi concebido para detectar vazamentos em tanques atmosféricos subterrâneos jaquetados e em recipientes de contenção tais como: sumps de filtros, sumps de bombas, caixas de transição, bacias de contenção, linhas de dupla parede monitorada, entre outros. O módulo tem concepção moderna e econômica, reunindo qualidade e custo numa relação muito além das encontradas no mercado de hoje.

Entre os clientes estão o Hospital Santa Catarina e as unidades da Telefônica na Vila Mariana e em Perdizes. Alguns postos da Grande São Paulo, litoral e Vale do Paraíba, de diversas bandeiras como BR, Shell, Ale, Ipiranga e postos independentes. O preço do EC1000 pode variar entre R$ 4 mil e R$ 16 mil, conforme o número de sensores a serem instalados.

Wagner Marini observa que “a segurança está garantida pela barreira galvânica fabricada pela Sense, que tem seus certificados registrados no Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), e cujos ensaios foram executados e aprovados nos laboratórios do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel)”.

A instalação é simples, a infra-estrutura necessária é mesma requerida por outros equipamentos, permitindo que sua aquisição seja feita mesmo depois de ter sido construída toda a infra-estrutura de instalação.

Canadá
Wagner Marini comenta que antes da Resolução 273, o número de postos, que efetivamente se interessava em solucionar problemas de vazamento e contaminação do solo, era mínimo. “Até poucos anos, não havia no Brasil a preocupação ambiental, respaldada por leis e portarias, como ocorre hoje. Principalmente no que diz respeito à comercialização e armazenamento de combustíveis” afirma o sócio-diretor da Econtrol.

Segundo ele, o cenário nacional começou a mudar em meados 1995. Período no qual as grandes distribuidoras de combustíveis do mundo começaram a se preocupar com as legislações ambientais dos países desenvolvidos, como o Canadá. No Brasil, alguns postos inaugurados ou reformados a partir de 1998 refletem esta preocupação e foram projetados para evitar vazamentos.

Marini afirma que, até a Resolução 273, poucas empresas haviam se dedicado a fazer esta adaptação nas bombas. Os custos para fazer a adequação de um posto de combustível são muito elevados, podendo chegar à casa dos R$ 300 mil. “Os proprietários de postos reconhecem os benefícios que a operação pode trazer ao seu negócio, do ponto de vista da rentabilidade, da preservação ambiental e do ganho em imagem positiva perante a sociedade, mas os valores globais da adequação ainda assustam”.

Credenciamento
Os postos de São Paulo estão sendo credenciados pela Cetesb. É também a Cetesb que determina os prazos para adequação mínima às novas regras, que inclui a licença de instalação dos novos equipamentos. Documento que pode levar de 6 a 12 meses para ser obtido.

Até outubro de 2003, a Cetesb havia cadastrado 727 áreas contaminadas em São Paulo. Das quais, 314 em São Paulo; 167 nos 38 municípios da Região Metropolitana de São Paulo – exceto a capital; 150 no interior, 70 no litoral e 17 no Vale do Paraíba.

Glossário
Licenciamento Ambiental: procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente licencia a localização, instalação, ampliação e a operação de empreendimentos e atividades utilizadores de recursos ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou daquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental, considerando as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso.


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