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Sem categoria 04.10.2017

Pesquisa exclusiva com influenciadores digitais

Pesquisa Global de Entretenimento e Mídia 2017-2021, da Pwc, mostra que o Mercado global de mídia e entretenimento atingirá a cifra de US$ 2,23 trilhões em 2021. O estudo indica as macrotendências para os próximos cinco anos. E aponta que a procura por informação cresce vertiginosamente no mundo inteiro. Entretanto, 77% do uso de dados será direcionado para vídeos online.

O celular será o grande meio para o consumo de informação, vídeo e música. No Brasil, o consumo de dados em dispositivos móveis passará de 7 trilhões de megabytes em 2016 para 24 trilhões em 2021.

Nesse universo que se desenha, os influenciadores digitais ganham cada dia mais espaço e mostram-se como um dos fenômenos mais impactantes da mídia nos dias atuais. Segundo números recentes da multiplataforma de canais Rede Snack existem hoje cerca de 6 milhões de influenciadores digitais no mundo. No Brasil, temos mais de 315 mil. Um grande influenciador brasileiro ganha, em geral, entre R$ 50 mil e 150 mil por campanha no YouTube. Esta pode incluir, além de menção em vídeo, posts nas redes sociais.

O relacionamento entre marcas e influenciadores digitais é um dos temas mais falados do momento. Como se trata de um mercado novo, um levantamento feito pela Trama Comunicação, agência que atua como intermediária no relacionamento entre marcas e influenciadores, mapeou, avaliou e identificou os mecanismos mais eficazes de gerir relacionamento com pessoas influentes da Internet. Na primeira fase da pesquisa, o estudo analisou 55 influenciadores divididos nas categorias microinfluenciador (entre 5 mil e 100 mil seguidores), middle (entre 100 mil e 999 mil) e macro (acima de 1 milhão de seguidores).

Do universo pesquisado, 39% atuam como uma forma de realização pessoal, enquanto 34% já tem a atividade como sua principal fonte de renda. De forma geral, o estudo mostrou que as formas de relacionamento entre marcas e influenciadores ainda estão em fase de formatação e apesar dos atores (agências, intermediadores, empresas e influenciadores) tentarem adaptar regras antigas do mercado tradicional de mídia, esse novo mundo é desenhado aos poucos e com regras próprias.

O estudo apontou ainda o relacionamento com os influenciadores precisa ser melhor trabalhado pelas marcas. Para 36% dos influenciadores pesquisados as marcas os procuram apenas quando tem algo para divulgar. Eles indicam que falta o desenvolvimento de um relacionamento mais próximo e de médio e longo prazo.

Os influenciadores constatam que existe ainda uma visão deturpada de como aproveitar o poder de influência desses formadores de opinião. Para 44% as marcas ainda acreditam que a influência está ligada apenas a audiência. Entretanto, uma parte já aponta que cresce o poder de influência dos chamados influenciadores de nicho, que em geral são microfinluenciadores com grande conhecimento de setores específicos. No estudo, cerca de 42% indicam que as marcas já entendem que é possível ser influenciador em nichos específicos.

A forma de se relacionar com esses influenciadores também é diferente de tudo o que o mercado conhecia. Mesmo divulgando conteúdo para as marcas de forma paga ou espontânea, os influenciadores exigem liberdade de criação do conteúdo. E infelizmente as marcas ainda não sabem lidar com essa realidade. Segundo 48% dos influenciadores pesquisados as marcas querem controlar o conteúdo que eles produzem. Mas 40% deles percebem que as marcas cada vez entendem mais que o influenciador precisa de liberdade para gerar o conteúdo, ainda que o trabalho seja remunerado.

A publicação espontânea também ocorre. Do universo pesquisado, 62% indica que publica conteúdos que julga ser relevante para seu público. Sobre a forma de relacionamento, os influenciadores dizem que o meio mais usado é o email, mas eles indicam que os eventos e encontros pessoais são a forma que eles preferem.

Por ser um campo muito recente, ainda há muito o que melhorar na comunicação das marcas com macroinfluenciadores e middle influenciadores. E o mercado ainda engatinha, desconhecendo o alto poder de influência dos microinfluenciadores e dos “brandlovers”, ou seja, das pessoas apaixonadas por uma marca que advogam a seu favor em suas redes sociais.

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